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Mostrando postagens de agosto, 2023

Aluno de escola indígena produz HQ em língua tupi

Alexandro Bento é aluno da Escola Estadual Indígena Dr. José Lopes Ribeiro. Ele ama desenhar personagens de animações japonesas, além das paisagens que estão em sua volta. No entanto, recentemente aceitou o desafio do Prof. Danilo Soares (língua tupi) de produzir uma HQ - História em Quadrinhos com frases e expressões em tupi potiguara, língua que é ensinada na Escola Lopes Ribeiro. A história se passa na aldeia Monte Mór, aldeamento potiguara localizado na cidade de Rio Tinto-PB. Destarte, é possível visualizar o Pyatã, personagem protagonista da obra, caminhando pela aldeia. Além disso, também visualizamos a Escola Lopes Ribeiro em uma das cenas.  Pyatã está em busca de Tupã, divindade importante para o povo potiguara. Nisso, percorre o Monte Mór, enfrenta uma grande serpente e passa noites em claro procurando a divindade.  Alexandro é aluno do 7º ano e estuda tupi potiguara com o prof. Mateus Tosangusu, quem, sobre a produção do seu aluno, diz: Fico muito feliz em ver ações...

Uma aula sobre brincadeiras indígenas

      Os povos indígenas também têm as suas próprias brincadeiras, as quais normalmente são realizadas no quintal de casa, na areia, em campos, remetendo quase sempre ao contato com a natureza. Além do mais, é válido ressaltar que, com o advento da colonização, muitas brincadeiras de outros povos e de outras nacionalidades adentraram as comunidades indígenas e foram incorporadas ou adaptadas às suas tradições. Vejamos algumas brincadeiras do povo potiguara da Paraíba e seus respectivos nomes em tupi: BRINCADEIRAS - NHEMOSARAITABA brincadeira – nhemosaraia ciranda - ierepa esconde-esconde - nhemima peteca - peteka vivo ou morto - sekobé, se'õ pular corda - samberereka queimada – kaitaba Pião – Pyryryma Estilingue - Mba’eitykara NHEMOSARAIA ABAETÉ – JOGOS INDÍGENAS Ybyrapara u’uba bé – arco e flexa Gapukuia - remo ‘Ytaba - nado Topytanhana – corrida de tora Nhanusu- maratona Mimbuku Reityka – lançamento de lança Sama Rekyia – cabo de guerra Mbyapu’a - futebol  

Moranduba Paraibyguara #1 - Jaraguá rokasypuera pupé

Mborundyka ro'y remimbo'e-etá oiomoun janypaba pupé kuesé Jaraguá rok-asy-puera pupé. Kó irundyba opotyrõ o peronhe'enguapaba potyrõ abaeté porandukuapaba resenduara resé. Mborundyka ro'y - nono ano. Remimbo'e-etá - alunos do O-io-moun - pintaram-se Janypaba pupé - com jenipapo Kuesé - ontem Jaraguá - Jaraguá Rok-asy-puera pupé - na casa de dor Kó - este Irundyba - grupo O-potyrõ - trabalhou em equipe O peronhe'enguapaba potyrõ - trabalho de língua portuguesa Abaeté porandukuapaba - jornalismo indígena Resenduara - de Resé - acerca de/sobre. Tradução em português: Os alunos do 9º ano se pintaram com jenipapo no antigo palacete de Jaraguá ontem. Esse grupo trabalhou em equipe para o seu trabalho de língua portuguesa, o qual fala sobre jornalismo indígena.

As Asas Proibidas- conto da aluna Cecília (6° ano A)

Imagem da internet Era uma vez... era uma vez um anjo chamado Mindy, ela era filha do Rei dos céus, era meiga e alegre. Ela sempre se mostrava bondosa, ajudando os outros. Ela vivia em um mundo mais ou menos calmo, pois já havia o bem e o mal, dois lados que se complementam, até porque, se existe o bem, também tem que existir o mal, certo? Tyler era um demônio sem piedade dos seus inimigos e seu pai era o Deus do caos. Eles odiavam os anjos e os anjos odiavam-nos. Então aquele ambiente era repleto de guerras entre anjos contra demônios. Mas certo dia, como de costume, Tyler estava olhando atentamente a lua, até que ele vê uma criatura que dançava graciosamente entre a lua. Ele se aproximou e de repente se assustou por estar encantado por... UM ANJO! o seu nome era Mindy, então eles tiveram um contato visual diferente de todos os outros. Daí Mindy se assustou e foi embora. Tyler ficou se perguntando o porquê que ele não a matou. Por que ele sentiu uma sensação estranha? Depois desse dia...

Escola Indígena realiza Mostra Cultural e homenageia a Cacica Cal

A escola EEIEFM Dr. José Lopes Ribeiro realizou, na quarta-feira passada (2), um evento especial chamado Mostra Cultural. Nesse evento, os alunos e professores homenagearam a cacique e vereadora de Rio Tinto, Claudecir Braz (Cal), que é uma guerreira indígena. Eles fizeram apresentações culturais e vídeos lindíssimos sobre a história dela e a cultura do Povo Potiguara. Gemerson Roque, gerente da 14ª Gerência Regional Durante o evento, convidados e autoridades falaram sobre a importância do movimento indígena e da luta pela demarcação da terra de Monte-Mor, que é uma das lutas do cacique Claudecir. Ela também incentiva a educação indígena. Foi um momento especial para aprender sobre a cultura e história da mulher indígena, e também para apoiar a causa e a demarcação de terras. A escola valorizou muito esse tema importante e todos ficaram felizes em participar dessa culminância.   Cacica Cal

Como falar "olá" em tupi potiguara

Olá, meu nome é Maria Clara, sou da turma do sexto ano B e faço parte do clube de jornalismo Páginas Potiguara. Hoje vou ensiná-los a falar "olá" em tupi. Têm duas possibilidades de falar "olá" em tupi: eikobé e peikobé.  Então, se eu falar: "eikobé, Ananda" significa "olá, Ananda".   Mas se eu falar "peikobé, xe iru" significa "olá, minhas amigas".  Então, "eikobé" é para uma pessoa e "peikobé" é para mais de uma pessoa. Obrigada!     

A lenda da Mani contada pela aluna Alana Lorrany

Olá, meu nome é Alana Lorrany, sou 3º ano do Fundamental e hoje vou contar a história da Mani. Havia uma menina chamada Mani que vivia em uma aldeia. Ela era amada por todos, mas acabou adoecendo e falecendo. Sua família a enterrou perto de casa, e no dia seguinte uma planta chamada mandioca nasceu em cima do corpo dela. A aldeia celebrou a vida de Mani com uma festa, onde comeram farinha de mandioca e cauim. A história de Mani e da mandioca se tornou uma lembrança especial na aldeia.